Pessoas tóxicas






Ouvimos falar em plantas tóxicas, lixo tóxico, substâncias tóxicas... E hoje vamos falar sobre pessoas tóxicas. Sim! Há pessoas emocionalmente tóxicas!

Vamos pensar juntos... O que é tóxico? É algo que contém veneno, que faz mal à saúde, que ao você entrar em contato produz efeitos nocivos no seu organismo, gera um desequilíbrio orgânico. Você já percebeu que há pessoas com lixos emocionais tão nocivos e arraigados que são capazes de adoecer tudo ao seu redor?

Não me refiro aqui a momentos isolados de toxicidades – que fazem parte da nossa humanidade - mas a pessoas que possuem um modo danosamente distorcido de perceber o mundo, de senti-lo e reagir a ele. Geralmente são indivíduos “atrofiados emocionalmente”, que parecem ter interrompido seu crescimento psicológico em algum lugar da sua infância... São infantis, invasivos, gostam de manipular fazendo ameaças, tem o dom de despertar culpa no outro, sentem-se vítimas, conseguem criar conflitos entre as pessoas e geralmente são abundantes em raiva, ira, amargura, depressão... E, como boas crianças emocionais, não percebem o outro, como se sua dor e suas questões suplantassem qualquer situação alheia. São pessoas que carregam um sentimento de abandono e reagem como se o mundo tivesse o dever de suprir suas necessidades e expectativas, apesar de desvalorizarem o outro. Cobram! Mas é como se nunca fosse o suficiente... Falam! Mas parece que não assimilam o que dizem...

Você conhece alguém assim? Sente-se intoxicado nessa relação? Pois é, vim aqui dizer que você não é o responsável pela estrutura emocional dessa pessoa. É claro que o amor é sempre bem-vindo nas relações, mas, especialmente nesse caso, o amor significa também colocar limites claros. Assim, reconhecendo nossos limites, estamos ajudando o outro a se reconhecer. Quando deixamos o outro ciente da sua responsabilidade sobre seu processo, quando mostramos que há outras visões de mundo possíveis, estamos colaborando para o amadurecimento emocional dele. É claro que vamos causar incômodo, mas oferecer uma relação saudável, equilibrando aceitação e verdade, é um ato de amor.

Não escrevo esse texto aos “tóxicos”... Provavelmente eles não se perceberiam. Mas aos que convivem com eles, como uma possibilidade de libertação do sufocamento emocional, de deslocamento do lugar de “salvador” ou eterno cuidador, como abertura para outras formas de relacionamento. Quem convive com pessoas tóxicas precisa estar vigilante para não adoecer junto e não acabar alimentando o processo, inclusive quando se é bonzinho e permissivo demais. Cuide da sua saúde emocional! Assim você estará colaborando para a saúde de todos os seus relacionamentos. Permita que seus amados cresçam!

Dra. Gabriela Maldonado