Entre Aspas

A igreja de cristo: coluna e firmeza da verdade

O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons... (Martin Luther King).


Recordo-me que, há alguns anos, quando  me encontrava de passagem em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul (MS), numa viagem rumo ao Pantanal Sul-matogrossense, fui em um final de semana convidado por um amigo, que é pastor de uma grande igreja local naquela cidade, para participar de um seminário sobre “liderança”. Aceitei o convite e fui participar do evento, que estava lotado.


Lembro-me claramente de uma frase que me chamou bastante a atenção e me induziu também a refletir sobre a realidade de muitas igrejas no Brasil. A ministração foi proferida pelo orador oficial do seminário, um pastor norte-americano oriundo de uma grande igreja em Atlanta, se não me engano. O colega após explanar com propriedade sobre as bases elementares da liderança cristã, desabafou com humildade diante de centenas de líderes brasileiros, dizendo o seguinte: Pastores e irmãos em Cristo do Brasil, orem por nós e pela nossa nação, pois as nossas igrejas nos Estados Unidos da América estão se tornando grandes “clubes sociais”. Lembrem-se de nós em suas orações...” 


Convido-lhe nesse momento a refletir sobre essa séria e notória realidade das igrejas no século XXI, inclusive aqui no Brasil. Para isso, desejo compartilhar algumas coerentes e lúcidas observações retiradas de um artigo denominado “A Igreja ao Gosto do Freguês”, oriundo da revista Chamada da Meia-Noite, tais como: O movimento chamado "igreja ao gosto do freguês" está invadindo muitas denominações evangélicas, propondo evangelizar através da aplicação das últimas técnicas de marketing. Tipicamente, ele começa pesquisando os não-crentes (que um dos seus líderes chama de "desigrejados" ou "João e Maria desigrejados"). A pesquisa questiona os que não frequentam quaisquer igrejas sobre o tipo de atração que os motivaria a assistir às reuniões... Megaigrejas nos EUA adicionam salas de boliche, quadras de basquete, salões de ginástica e sauna, espaços para guardar equipamentos, auditórios para concertos e produções teatrais, franquias do McDonalds, tudo para o progresso do Evangelho.


Pelo menos é o que dizem. Ainda que algumas igrejas estejam lotadas, sua frequência não é o único elemento que avaliamos ao analisar essa última moda de "fazer igreja"... George Barna, a quem a revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) chama de "o guru do crescimento da igreja", diz que tais métodos são essenciais para a igreja de nossa sociedade consumista. Líderes evangélicos do movimento de crescimento da igreja reforçam a ideia de que o método de marketing pode ser aplicado – e eles o têm aplicado – sem comprometer o Evangelho. Será?...


Se você quiser atrair os perdidos oferecendo o que possa interessá-los, na maior parte do tempo estará apelando para seu lado carnal. Querendo ou não, esse parece ser o modus operandi dessas igrejas. Elas copiam o que é popular em nossa cultura – músicas das paradas de sucesso, produções teatrais, apresentações estimulantes de multimídia e mensagens positivas que não ultrapassam os 30 minutos. Essas mensagens frequentemente são tópicas, terapêuticas, com ênfase na realização pessoal, salientando o que o Senhor pode oferecer, o que a pessoa necessita – e ajudando-a na solução de seus problemas... A maior parte dos que frequentam as "igrejas ao gosto do freguês" professam ser cristãos. No entanto, eles foram atraídos a essas igrejas pelas mesmas coisas que atraíram os não-crentes, e continuam sendo alimentados pela mesma dieta biblicamente anêmica, inicialmente elaborada para não-cristãos.


Na melhor das hipóteses, eles recebem leite aguado; na pior das hipóteses, "alimento" contaminado com "falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam" (II Timóteo 6:20). Certamente, uma igreja pode crescer numericamente seguindo esses moldes, mas não espiritualmente...Os pastores de "igrejas ao gosto do freguês" (e aqueles que estão desejando viajar ao lado deles) precisam cair de joelhos e ler as palavras de Jesus aos membros da igreja de Laodiceia (Apocalipse 3:14-21). Eles eram "ricos e abastados", e, no entanto, deixaram de reconhecer que aos olhos de Deus eram "infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus".


Amado, a pergunta que deve incomodar nosso coração nesse momento é a seguinte: Será que atualmente em minha vida cristã tenho cooperado e sido conivente com esse modelo de “igreja ao gosto do freguês” ou tenho sido corajoso e fiel ao Senhor da Igreja rejeitando modismos humanos, sendo, desse modo sujeito a críticas e perseguições? Eis a questão.


Pense nisso. Que Deus tenha misericórdia da Sua Igreja no Brasil! Pois, a Igreja não é e nunca foi um “clube social”, mas é “coluna e firmeza da verdade”! (I Timóteo 3:15).


A Ele seja toda a glória!   

Em Deus faremos proezas..."No amor de Cristo,

Pr Mauricio Price

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