O Envio de Jesus e o Nosso Envio

A vida de Jesus era voltada para a missão que o Pai havia lhe dado. Assim como o Pai o enviou, Jesus nos envia também (João 20:21).

 

Hoje somos desafiados, a voltarmos nossos olhos para Jesus e considerarmos a Sua vida como um modelo a ser aprendido e imitado.

Jesus ensinou a seus discípulos que missão não se resume a um “projeto”, mas sim que deve ser o “estilo de vida” de todo aquele que o segue, que deve ser “sal e luz” em todos os lugares e por meio de tudo o que faz.

 

Jesus inicia o seu ministério anunciando a chegada do Reino e a necessidade da humanidade de voltar-se para Deus.

Para transmitir seus ensinamentos, Jesus escolheu seus primeiros discípulos (Mateus 4:18-22), os quais, sob o impacto do olhar do mestre, seguiram-no. E depois Jesus os enviou ao mundo como apóstolos.

 

Jesus vivenciou, na prática, o que Ele veio fazer, com o propósito de ensinar a evangelizar. Jesus ensinou como deviam fazer a obra bem como o conteúdo a trabalhar, e ainda sob que poder e a que autoridade deveriam se submeter na missão, para a qual haviam sidos convocados e enviados. (Mateus 4:23-25 e 9:35-38).

 

O convite para serem “pescadores de homens” foi impactante e desafiador. Essa ação missionária de Jesus precisa ser a ação missionária da igreja local: convocar pessoas, capacitá-las e enviá-las.

 

Notem que aqueles pescadores foram desafiados a deixar tudo para se tornarem “pescadores de homens”. O envolvimento principal deles agora deveria ser com o Reino de Deus. Tinham que viver na prática o princípio de vida, descrito por Jesus: “Mas buscai primeiro o Seu reino e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).

 

Em Lucas 10, Jesus envia 70 discípulos a Samaria, para fazerem exatamente o que Ele fez na Galileia, em Cafarnaum, na região dos Gadarenos e em muitas outras cidades. Na Grande Comissão, (Mateus 28:16- 20) Jesus Cristo deixa claro para seus discípulos o que eles deveriam realizar enquanto vivessem neste mundo.

 

Somos discípulos de Jesus, e isso significa andar com Ele, andar nos Seus caminhos e não nos nossos caminhos.

 

O que impede muitos cristãos de viverem o “envio” de Jesus é a falta de senso de missão. Quando temos o entendimento de nossa missão, planejamos nossas ações olhando para fora. Nós não tememos ir lá fora para levar o Nome de Jesus àqueles/as que não O conhecem, pois sabemos que a missão acontece fora dos limites do templo, fora de suas estruturas físicas.

Jesus nos transforma pelo seu poder restaurador e nos envia. Envolver-se com Jesus significa estar sujeito e disposto ao envio, e no envio nós anunciamos as boas notícias da graça, sempre movidos pela dinâmica do Espírito Santo: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 18).

 

John Wesley dizia: “Vamos todos ter um só objetivo. Vivamos só para isto, para salvar as nossas almas e as almas daqueles que nos ouvem” e novamente: “Dê-me cem pregadores que nada temam senão o pecado e nada desejem senão Deus, e não me importo que sejam clérigos ou leigos, tais homens sozinhos abalarão as portas do inferno e estabelecerão o reino de Deus na terra”.


Rev. Carlos Eduardo

Pastor Titular da Catedral Metodista do Rio de Janeiro 


Ide e Fazei Discípulos